CCNA – 640-802 – Tutorial IPv6 “The future is now!!!” Parte I
Publicado por Willian Guilherme e arquivado em CCNA, CCNP, CCSP, IPv6, Tutoriais, tags: CCNA, CCNP, CCSP, IPv6, TutoriaisOlá Pessoal,
Até agora falamos bastante sobre endereçamento IP, mais especificamente o IPv4, como calculá-lo etc, mas se você pensou que era o suficiente, sinto informá-lo que você se enganou completamente. “Mas não criem pânico” ![]()
Um dos novos tópicos abordados no exame CCNA é o endereçamento IPv6, já presente na internet, porém transparente aos usuários.
Ok, então vamos ao que interessa e começar a falar sobre o que você realmente precisa saber. Let’s Move
O Esgotamento dos Endereços IPv4
Para melhor entendimento vamos começar falando sobre o esgotamento de endereços IPv4.
Como vocês provavelmente já sabem, os endereços IPv4 são compostos de 32 bits possibilitando o endereçamento de aproximadamente 4 bilhões de dispositivos. Desde o inicio dos anos 90 fala-se sobre a possibilidade de esgotamento dos endereços IPv4, porém alguns nunca levaram o assunto muito a sério e o IPv4 continua por imperando na Internet.
Inicialmente a Internet não foi projetada para uso comercial, porém por volta de 1983 poderia ser considerada predominantemente acadêmica com mais ou menos 100 computadores interligados. Por volta de 1993 o crescimento da rede foi exponencial e assim começou a ser utilizada comercialmente onde foi adotada então a politica de alocação de endereços IP’s, onde aparentemente seu esgotamento poderia acontecer em 2 ou 3 anos e portanto previa-se já naquela época um possível colapso da rede.
Os endereços IPv4 são compostos de 32 bits (232) o que possibilita mais de 4 bilhões de endereços, sendo mais exato (4.294.967.296). O esgotamento tão falado até hoje não aconteceu devido ao desenvolvimento de diversas técnologias que funcionaram como forma paliativa para resolução do problema do crescimento acelarado da Internet.
Dentre esssas soluções podemos citar algumas bem conhecidas de todos:
- CIDR
- NAT (RFC 1918)
- DHCP
O desenvolvimento dessas técnologias ajudou a reduzir a demanda por novos endereços IP’s, de forma que o esgotamento previsto para 1990 ainda não ocorreu, porém ainda não estamos em uma situação muito confortável, pois de acordo o IANA (Orgão resposável por controlar os endereços IP’s mundialmente) o esgotamento dos endereços IPv4 está previsto para 2010 e nos registros regionais como LACNIC, que contrala os endereços na América Latina e Caribe isso acontecerá entrer 2012 e 2014. A previsão para o esgotamento total dos endereços IPv4 na Internet está previsto para Julho de 2011, o que torna a implementação do IPv6 cada vez mais inevitável e uma realidade na rede mundial.
IPv6 como solução definitiva
O IPv6 começou a ser desenvolvido em 1990, com o objetivo de ser a solução definitiva para o problema do esgotamento de endereços IPv4. A principal diferença entre o IPv4 e o IPv6 é que o primeiro é composto de 32 bits contra 128 bits da nova versão. Isto supre todas as necessidades atuais e futuras da Internet.
Esse assunto está sendo levado tão a sério por alguns governos, que o governo americano determinou em 2005, que todas as suas agências federais deveriam provar ser capazes de operar a nova versão do protocolo IP até Julho de 2008
Para vocês terem idéia da magnitude dessa nova versão, o IPv6 possibilita 2128 = 340.282.366.920.938.463.463.374.607.431.768.211.456, ou 79 trilhões de trilhões de vezes o espaço disponível no IPv4. Esse número equivale a cerca de 56 octilhões (5,6 x 1028) de endereços IP por ser humano, ou ainda, aproximadamente, 66.557.079.334.886.694.389 de endereços por cm2 na superfície da Terra. Loucura não é? Pois é meus camaradas, mas essa loucura já é realidade na Internet, pois acreditem os backbones (Operadoras de Internet) já estão implementando gradativamente a nova versão do protocolo IP na Internet.
Mas ai você pode estar se perguntando ou me perguntando: Como isso é possível? É o que veremos a seguir.
Mecânismos de transisão
O IPv6 foi desenvolvido de forma a coexistir com o IPv4 e para isso foram também desenvolvidos alguns mecânismos:
- Dual Stack (Pilha Dupla) – RFC 4213
- Traduction (Tradução)
- Tunnels (Tuneis)
Dual Stack: O Dual Stack ou (Pilha dupla), é o mecanismos que permite a um dispositivo como por exemplo (Roteador) trabalhar simultâneamento com as duas vesões do protocolo IP (IPv4 e IPv6).
Traduccion: Este mecanismo de transição faz um tipo de tradução semelhante ao NAT, em que o cabeçalho IPv4 é modificado para um cabeçalho Ipv6.
Tunnels (6to4 Tunneling): O mecanismo de tunel, permite que um pacote IPv6 ao atravessar uma rede que utiliza apenas IPv4, utilize esse mecânismo. Basicamente o pacote IPv6 será encapsulado dentro de um pacote IPv4, para que o mesmo possa viajar através da rede IPv4, o pacote então será desencapsulado ao chegar no destino que deve ser um nó IPv6 ou utilizar o mecanismo de “Dual Stack”.
Formato do Cabeçalho IPv6
O cabeçalho do IPv4 é formado por 13 campos sendo 12 fixos e obrigatórios sendo 1 opcional, podendo conter ou não opções, fazendo com que seu tamanho possa variar de 20 a 60 bytes. Estes campos são destinados a trasmitir as seguintes informações:
- Versão do protocolo
- Tamanho do cabeçalho e dos dados
- Fragmentação
- Tipo de dados
- Tempo de vida do pacote (TTL)
- Protocolo da cama da seguinte: (TCP, UDP, ICMP)
- Integridade dos dados
- Origem e destino do pacote
O cabeçalho do protocolo IPv6 foi criado tomando como base o protocolo IPv4, porém essas mudanças tornaram o protocolo mais simples. Note que mesmo o IPv6 tendo tamanho total de 128 bits (4 vezes) maior que o IPv4, o tamanho do cabeçalho do IPv6 é é apenas 2 vezes maior que o do IPv4. (IPv4 = 20 bytes e IPv6 = 40 bytes ).
Veja abaixo:

Na segunda parte deste tutorial sobre IPv6 irei detalhar os tipos de endereços IPv6 e alguns serviços básicos que são oferecidos pela nova versão do protocolo IP.
Grande abraço.
Willian
NetIP-SEC.com.br
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Muito bom este artigo, seria interessante se explicasse um pouco mais sobre os mecanismos que auxiliam na coexistencia dos dois protocolos, muito boa essa parte.
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